Não pense que o amor acaba, as pessoas é que deixam de se entender

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O amor pode acabar?

O relacionamento pode esfriar??

Depende o que tu julgas ser o ‘esfriar’. Com o tempo, o contato íntimo diminui? Na maioria das vezes sim. A gente deixa de falar coisas bonitas o tempo todo? Quase sempre sim. A gente passa a olhar com menos desejo para o outro e fazer menos sacrifícios? Sim, acontece muito.

Agora, por que não pensar nisso como uma transformação?

Vocês fazem menos sexo, mas à noite quando ele levanta para pegar água ele pergunta se tu também queres. Antes ele te beijava muito, agora ele te abraça de forma muito mais natural. Aquele tesão todo agora também é carinho. Aquela vontade exagerada de fazer tudo no presente se torna na ideia de um futuro contigo.

A gente vai ficando seguro com a pessoa e deixa de pensar que ela pode ir embora. Vira acomodação, rotina, muitas vezes isso cansa, a gente fica pensando que algo deu errado. Mas será que o ‘errado’ não foi o início? Será que aquela empolgação toda dos primeiros meses tem mesmo que durar para sempre para ser amor?

O que não pode acabar nunca é o carinho, a proteção, a surpresa. Mas não podemos pensar que os dois vão estar sempre ótimos. Estar junto é também reconhecer fraquezas, problemas, irritações.

Não desanimes se o teu relacionamento esfria, não aches que existe algo errado com vocês, porque no fim de contas nós somos seres imperfeitos por natureza, não sossegamos nunca, e nem quando temos tudo em nossas mãos conseguimos dar o valor que deveríamos para a nossa vida.

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Então antes de achares que o relacionamento está com problemas, lembra-te que nós sozinhos já somos um problema. Ninguém pode curar isso, o que podemos fazer é somar todas essas aflições, esses erros e ao final do dia sentirmos que alguém nos aceita assim.

Então conversem… conversem muito. Não tenham medo de falar sobre os medos, as inseguranças. Muitos relacionamentos acabam não por ‘esfriarem’, mas sim por nos fecharmos para o outro justamente quando mais deveríamos nos unir.

Escrito por: Felipe Sandrin