Mãe engravida mesmo usando aparelho contracetivo

Eduarda, 20, usava o DIU hormonal há 9 meses quando engravidou. “Comecei a desconfiar quando senti algo mexer”, conta

Quando o primogênito, Issac, de 1 ano e 6 meses, nasceu, a estudante de enfermagem Maria Eduarda, 20, decidiu que era o momento de colocar um aparelho intrauterino, conhecido como DIU – um pequeno objeto de plástico em formato de T, inserido no útero para atuar como contracetivo.

Ela até tinha planos de engravidar novamente, mas não nesse momento. “Por enquanto, não queria mais filhos. A ideia era esperar meu menino crescer mais”, conta.

“Sempre fazia as revisões e estava tudo certo, e como o DIU interfere na menstruação, nunca me preocupei com os atrasos”, diz.

No entanto, alguns “sinais” fizeram com que ela retornasse ao obstetra. 

“Meu filho ainda mamava e eu notei que a produção de leite tinha aumentado. Mas comecei a desconfiar mesmo quando senti algo mexer. Fui ao médico e ele me disse que eram gases, já que o DIU estava no lugar certo e os exames estavam ‘ok'”, lembra.

“Para a minha surpresa, lá estava a Maria, com 18 semanas e 4 dias. Foi um grande susto”, conta.  

“Retornei ao médico com o resultado do exame e, acreditem, ele mudou de cor”, brinca a mãe.

“Nem ele acreditou que eu estava grávida! Depois disso, ele me disse que não ia mexer no DIU pra que não acontecesse um descolamento de placenta. Mas meu corpo expulsou o DIU quando eu já estava com 24 semanas”, explica.

A pequena Maria Luísa nasceu com 38 semanas, de cesariana, e já está em casa com a família. “Uma bênção, tão calminha”, derrete-se Eduarda.

Maria Luísa nasceu no início do mês, em Aracajú (Foto: Arquivo pessoal)

A família, que é de Aracaju, no Sergipe, ainda está se acostumando com a nova integrante. 

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“Meu marido ficou bem assustado, pois o nosso menino ainda era muito bebê. Eu estou me recuperando da cesárea e do susto que a Maria deu, mas estamos bem. Difícil é o mais velho, que não tá reagindo muito bem. Ele tá querendo só o meu colo e não deixa eu pegar a bebê. Mas estamos felizes e bem completos”, diz.

Eduarda fez um post em um grupo de mães nas redes sociais pra anunciar a chegada de Maria Luísa: 

“Apresento a vocês meu DIU Mirena, oficialmente se chama Maria Luísa. Nasceu hoje às 14hrs, de cesárea”.

A história chamou atenção, rendendo cerca de 2 mil curtidas e mais de 300 comentários. 

“Eu usei por 6 anos e vou colocar novamente”, escreveu uma. 

“Eu ia colocar o DIU, agora já não sei mais”, diz outra.

Mas algumas admitiram ter passado pela mesma experiência. 

“Eu engravidei com o de cobre. Não foi uma gestação fácil, eu só chorava, pois já tinha uma filha de 8 anos. Quase morri! Mas esse mês ele faz 3 anos, meu guerreiro”, conta uma mãe. 

“Eu também engravidei usando o DIU. Estou de 4 meses”, diz mais uma.

Qual é a explicação?

Eduarda, que acredita ter engravidado cerca de nove meses após o parto de Isaac, disse que o obstetra “não soube dar muitas explicações. Falou apenas que o DIU pode ter saído do lugar conforme o útero foi voltando ao normal”, conta.

Mas, segundo o obstetra André Luiz Malavasi, diretor do setor de ginecologia do Hospital Estadual Pérola Byington (SP) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo, a explicação é outra.

“Os dispositivos intrauterinos, que são métodos contracetivos de longa duração, são o que há de mais moderno no mundo, mas menos de 1% das brasileiras usam. Eles possuem menos efeitos colaterais e uma eficácia maior. No entanto, é importante lembrar que não existe nenhum método contracetivo que seja 100% seguro”, lembra.

O especialista esclarece também que fazer a colocação no parto pode ser benéfico para a mulher.

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“Qualquer que seja o tipo – de cobre, prata ou a base de progesterona, como é o caso do Mirena -, ele pode ser colocado no parto. Aliás, é um momento muito oportuno, já que temos acesso à cavidade ultrauterina e a mulher está com uma analgesia, o que a impede de sentir qualquer desconforto. Os médicos que têm feito isso relatam um grande êxito, pois as mulheres já saem da maternidade protegidas”, diz.

Ele explica, porém, que o risco do dispositivo sair do lugar só existe para os DIUs de cobre e de prata.

Para o Mirena, que é hormonal, não. “O Mirena só perde a eficácia se for expelido pelo organismo”, afirma.

Ainda segundo Malavasi, o modelo usado por Eduarda possui uma taxa de falha de apenas 0,2% ao ano. Isso quer dizer que a cada mil mulheres, pelo menos duas vão engravidar.

Já em relação ao de cobre, esse percentual aumenta para 0,6%. “Certamente, ela está dentro desse percentual de 0,2%”, diz o obstetra.

Por fim, o principal cuidado para as mulheres que optam por esse contracetivo diz respeito às revisões. “Um mês após a colocação no parto, elas devem retornar ao consultório médico para fazer exames. Depois disso, o acompanhamento deve ser feito de 6 em 6 meses”, finaliza.

Nota da Bayer

A Bayer, fabricante do DIU Mirena, pronunciou-se sobre o caso por e-mail.

A empresa informou que “reitera a segurança e eficácia do Mirena, um método contracetivo de longa duração, reversível a altamente eficaz”.

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Explicou ainda como ele funciona.

“O dispositivo é inserido na cavidade uterina, onde libera o hormônio levonorgestrel, que atrofia o tecido de revestimento interno do útero, dificultando a chegada dos espermatozóides às trompas e, consequentemente a fecundação dos óvulos. Caso a fecundação aconteça, o dispositivo atua impedindo a fixação do óvulo no útero”, explica.

E afirma: “Quando inserido e mantido corretamente, e o acompanhamento duas vezes ao ano por meio de exames solicitados pelo ginecologista é feito, o método tem eficácia comprovada”.

Ainda segundo a Bayer, o Mirena é endossado por instituições de referência como a Academia Americana de Pediatria e a Federação Brasileira de Ginecologia (Frebrasgo). via: revistacrescer

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